SAFRA DE GRÃOS DO PAÍS DEVE CRESCER 8% EM 2020/21

28 de agosto de 2020

Cultura de soja e milho são os destaques da temporada

A demanda aquecida por alimentos no Brasil e no mundo aliada a preços mais rentáveis irão contribuir para o aumento da safra nacional de grãos em 2020/2021. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a perspectiva é de um crescimento de 8% na produção de grãos, que poderá chegar a 278 milhões de toneladas no País.

Os principais destaques serão a soja e o milho, produtos esses que seguem com preços firmes, demanda aquecida e cerca de 40% da safra comercializada de forma antecipada. Os dados são do levantamento Perspectivas para a Agropecuária Safra 2020/21 - Edição Grãos, divuldado na última quarta-feira (26) pela companhia.

De acordo com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a agricultura brasileira está produzindo como nunca e a tendência é de uma safra ainda maior em 2020/21.

A ministra destacou também que investimentos feitos em laboratórios e tecnologias, que aumentam a produtividade, são rapidamente absorvidos pelos produtores, que estão conseguindo resultados melhores com a expansão da produtividade e abastecendo tanto mercado interno como o externo.

Os esforços que o governo federal vem fazendo para ampliar o volume de recursos financeiros disponibilizados através do crédito rural e que permitem ao agricultor acessar novas tecnologias e produtos, como os bioinsumos, por exemplo, também foram lembrados por Tereza Cristina.

Além disso, têm sido desenvolvidas ações para reduzir a burocracia e ampliar a divulgação de informações de qualidade para o setor, o que é considerado essencial para o sucesso do produtor na tomada de decisões.

"Com todas estas ações, temos condições de divulgar perspectivas positivas para a safra 2020/21, com a projeção de safra de grãos recorde, chegando a 278 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8% sobre a safra 2019/20, que já foi recorde", explicou a ministra.

Orientação - Tereza Cristina reforçou que o levantamentos e estudos feitos pela Conab são fundamentais para orientar os produtores. Com os dados precisos, é possível calibrar a produção e os preços. Também é essencial para se desenvolver políticas necessárias de forma antecipada às ocorrências.

"Sabemos que estamos dando condições para que o agronegócio brasileiro se mantenha forte e supere os desafios", disse.

Maior produção acompanha demanda

Dentre os grãos, o destaque é a soja. A produção da oleaginosa tende a crescer com a demanda maior no mercado internacional e nacional. A perspectiva é colher 133,5 milhões de toneladas, 7,3% superior. A produtividade média está  estimada em 3,5 toneladas por hectare, variação positiva de 4,4%. A área destinada ao cultivo tende a crescer 2,8%, alcançando 37,85 milhões de hectares.

Um dos pontos que irão estimuar a maior safra está a estimativa de manutenção do dólar em patamares de câmbio atuais ou maiores, o que estimula a exportação e amplia a rentabilidade dos produtores. O gerente de produtos agropecuários da Conab, Fernando Motta, destacou que a demanda pela soja segue firme.

"Os produtores já venderam cerca de 40% da safra de soja de forma antecipada, ante 20% negociada no mesmo período do ano passado. Além disso, em relação às exportações, a tendência é de alta, fomentada pelo dolár, que, nos patamares atuais, torna o produto brasieliro muito competitivo no mercado internacional", disse.

Para o milho, a previsão é colher um volume total de 113 milhões de toneladas, 12% a mais que na safra 2019/20. O aumento da área deve ser de 7%, chegando a 19,78 milhões de hectares nas três safras. Em 2019/20, a primeira safra produziu 23% do total, a segunda contribuiu com 74% e a terceira safra com 3%. A produtividade mádia pode melhorar 3%, alcançando 5,7 toneladas por hectare.

"O consumo do milho vem crescendo nos últimos anos, o que deve ser mantido em 2021, principalmente, em resposta a uma recuperação da crise provocada pela pandemia. Além disso, estamos exportand mais. A demanda interna também tende a se manter aquecida, puxada pela maior produção de proteína animal, com destaque para a produção de frangos. Assim como na soja, a comercialização antecipada do milho está em torno de 40%", explicou Motta.

Já para o feijão, a tendência é de produção estável, com oferta bem ajustada à demanda. Pelo Brasil produzir três safras de feijão por ano, o resultado de uma safra, bem como das lavouras concorrentes por área com o feijão, influencia a decisão de investimento da safra seguinte.

Com base em dados disponíveis até o momento, a Conab estima uma produção de 3 milhões de toneladas de feijão em 2020/21. A área total, por enquanto, é considerada estável, em 2,9 milhões de hectares, e a produtividade média seria de 1 tonelada por hectare, queda de 4% sobre a média do ano-safra anterior.

Fonte: diariodocomercio.com.br/agronegocio/; Por: Michelle Valverde; Editado.

GOVERNO LANÇA O CASA VERDE E AMARELA

25 de agosto de 2020

Novo programa habitacional substituirá Minha Casa Minha Vida com taxas de juros menores

O governo federal lançou na última terça-feira (25), o programa habitacional Casa Verde e Amarela, que tem como objetivo reformular o Minha Casa Minha Vida (MCMV), em vigor desde 2009. A principal mudança proposta pelo novo programa é a redução das taxas de juros, que será ainda menor para estados das regiões Norte e Nordeste do país.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que a taxa do programa habitacional criado pelos governos anteriores hoje está em 4,75 % ao ano. Com o novo programa, nas regiões do Norte e Nordeste, as taxas mínimas agora passam a ser de 4,25% ao ano para quem ganha entre R$ 2 mil e R$ 2,6 mil. Nos demais estados do país, a taxa mínima caiu para 4,5% ao ano.

"Daremos tratamento diferenciado para regiões que, historicamente, têm uma condição menor em relação ao seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que são o Norte e o Nordeste do país, cumprindo a determinação do senhor presidente, de ter um olhar especial para regiões mais deprimidas do nosso país", disse Marinho.

Segundo Marinho, o Casa Verde e Amarela deve atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda com financiamento habitacional até 2024.

A expansão do programa foi anunciada mesmo diante de relatos de escassez de recursos para crédito habitacional de baixa renda e considerando as restrições orçamentárias do governo, com o aumento dos gastos público durante a pandemia.

Marinho disse que a mudança na remuneração da Caixa permitirá a ampliação dos financiamentos no novo programa.

Hoje, a Caixa recebe os recursos para financiar as moradias e a remuneração pela prestação de serviço do FGTS de uma única vez. Com o novo programa, ao longo dos próximos quatro anos, o banco estatal vai ter uma redução gradual dessa remuneração, o que permitirá, segundo Marinho, financiar as novas moradias sem utilização de recursos da União.

"A redução da remuneração do agente pagador (Caixa) vai permitir que mais 350 mil unidades sejam construídas. O subsídio do FGTS vai diminuir de R$ 9 bilhões para R$ 7,5 bilhões nesse período. Vai ter uma diminuição no custo da operação", disse Marinho.

O ministro afirmou que a expectativa com a mudança é gerar dois milhões de empregos indiretos, além de R$ 11 bilhões em arrecadação.

Pedro Guimarães, presidente da Caixa também estava presente na cerimônia, manisfestou seu apoio às iniciativas sociais do governo federal e elogiou o novo programa. "Vamos melhorar algo que já existe. Não precisamos reinventar a roda. O que faremos é melhorar a eficiência de coisas que já funcionam", afirmou.

Faixas passam a ser chamadas de grupos

O Casa Verde e Amarela alterou o conceito de faixas de renda, presentes no Minha Casa Minha Vida, para grupos. Assim, com o novo programa a divisão de beneficiários fica assim:

Grupo 1: famílias com renda mensal de até R$ 2 mil;

Grupo 2: famílias com renda mensal entre R$ 2 mil e R$ 4 mil;

Grupo 3: famílias com renda mensal entre R$ 4 mil e R$ 7 mil;

Até então, as famílias eram separadas em quatro faixas: 1 (até R$ 1,8 mil); 1,5 (entre R$ 1,8 mil e R$ 2,6 mil); 2 (entre R$ 2,6 mil e R$ 4 mil) e 3 (entre R$ 4 mil e R$ 7 mil). As novas taxas praticadas em cada grupo e região, portanto ficam assim:

Beneficiários e taxas dos financiamentos:

Grupo 1 (Norte e Nordeste) a partir de 4,25% ao ano;

Grupo 1 (Sul, Sudeste, Centro-Oeste) a partir de 4,5% ao ano;

Grupo 2 (Norte e Nordeste) a partir de 4,75% ao ano;

Grupo 2 (Sul, Sudeste, Centro-Oeste) a partir de 5% ao ano;

Grupo 3 (todo país) a partir de 7,66% ao ano.*

Outra mudança anunciada é que os mutuários da extinta Faixa 1, que agora estão no Grupo 1, poderão renegociar a dívida com a Caixa Econômica Federal - o que hoje não é permitido.

"A inadimplência está beirando cerca de 40% nessa faixa. A lei não permite a renegociação, então hoje, poderíamos tomar quase 500 mil residências de famílias que não conseguem arcar com os custos. Isso acaba hoje", disse Marinho.

A renegociação das dívidas na Faixa 1 era mais do que necessária para evitar que os mutuários tivessem o imóvel retomado. Nessa faixa, o governo financia até 90% do imóvel, o número máximo de prestações é de 120, com valor máximo de R$ 270.

Regularização fundiária

O novo programa prevê medidas voltadas à regularização fundiparia urbana, para formalizar moradias de famílias em situação de vulnerabilidade. O objetivo é regularizar cerca de 130 mil imóveis no primeiro ano de programa.

Isso significará dar uma matrícula e escritura da casa para as famílias que participam do programa. Com a regularização, as prefeituras e/ou agentes privados vão realizar a regularização, levando água, esgoto, luz e pavimentação para as áreas mais necessitadas.

Para arcar com os custo da medida, Marinho disse que o governo vai usar recursos do Fundo de Desenvolvimento Social, que é financiado por bancos privados.

Fonte: infomoney.com.br/economia/; Por: Giovanna Sutto, Priscila Yazbek.

ECONOMIA DE SC: RAIO-X DO PIB MOSTRA QUE ESTADO TEM O SEXTO MELHOR RESULTADO DO PAÍS

24 de agosto de 2020

Com atividade econômica diversificada pelas regiões do Estado, SC tem 67% do PIB composto pelo comércio e serviços, enquanto a indústria representa 27%

Um Estado com economia diversificada e riqueza bem distribuída por diferentes regiões. Com intensa atividade econômica voltada para os setores de comércio e serviços, mas também forte participação da indústria e da agropecuária. Apesar do território pequeno, Santa Catarina é a sexta maior economia do Brasil. Levantamento feito pela ND mostra o raio-x do PIB (Produto Interno Bruto) catarinense, as peculiaridades e pontos fortes que fazem o Estado referência em vários indicadores nacionais.

De 2002 a 2019 Santa Catarina aumentou não só o valor total de seu PIB anual, de R$ 54 bilhões para R$ 317 bilhões, como também ganhou maior participação nacional. Se no início da década de 2000 a economia catarinense contribuía 3,6% para a riqueza do país, em 2017 - último ano que há disponibilizados dados detalhados do PIB por Estados e municípios - esse número subiu 4,2%.

Economia de SC é detaque Nacional

O histórico catarinense mostra que o Estado tende a crescer mais do que a média do país ou, nas crises, a sofrer menos os impactos econômicos. "Santa Catarina tem essa característica que é uma espécie de resiliência maior ás crises. O aumento da participação no PIB catarinense em relação ao nacional nas últimas décadas significa muito e pode ser explicado pela nossa diversidade produtiva", afirma Paulo Soldan, economista e gerente de indicadores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.

De fato, Santa Catarina tem uma produção econômica muito espalhada pelas diferentes regiões do Estado. Este fator também contribui para o desenvolvimento e fortalecimento dessas regiões tanto economicamente quanto de forma social com a produção de empregos, infraestrutura e outros indicadores.

Paulo cita uma série de fatores que, em conjunto, tornam Santa Catarina um Estado especial, com economia forte e relevante a nível nacional. Santa Catarina é, por exemplo, o segundo Estado mais competitivo do país, indicador que leva em conta dados econômicos, sociais, de emprego, renda, educação e inovação. A população é bem distribuída pelo Estado, fator que contribui para que o índice de Gini de Santa Catarina, que mede a desigualdade de distribuição de renda, seja o menor do país. E além de sermos a sexta economia do Brasil, ainda temos o quarto maior PIB per capta nacional - ou seja nossa população é uma das mais produtivas e com melhor qualidade de vida.

Vale do Itajaí é a região que mais cresce no Estado

A diversidade econômica catarinense é distribuída pelo Estado com destaque para a diferentes atividades em cada região. A Grande Florianópolis, por exemplo, destaca-se nos setores de tecnologia, turismo, serviços e construção civil. O Norte é o polo tecnológico, moveleiro e metal-mecânico. O Oeste concentra atividade de produção alimentar e de móveis. O Planalto Serrano tem a indústria de papel, celulose e da madeira. O Sul destaca-se pelos segmentos do vestuário, plástico descartáveis, carbonífero e cerâmico. No Vale do Itajaí, predomina a insdústria têxtel e do vestuário, naval e de tcnologia.

Analisando as macrorregiões catarinenses o Vale do Itajaí destaca-se não só por representar quase um terço do PIB catarinense (29,9%), mas também por ser o região que mais ganhou participação nos últimos anos. "Nenhuma região cresceu tanto quanto o Vale do Itajaí. É a região onde está catalisando todo o processo de crescimento econômico, como a área portuária, têxtil e a construção civil em cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo e Navegantes", afirma o economista Paulo Zoldan.

"Vale do Itajaí é a região que mais contribui. Sozinha é um terço do PIB catarinense. Junto com o Norte, as duas regiões somam 50% do PIB estadual."

Maiores PIBs do País (2017)

  • São Paulo - R$ 2,11 trilhões
  • Rio de Janeiro - R$ 671,3 bilhões
  • Minas Gerais - R$ 576,1 bilhões
  • Rio Grande do Sul  - R$ 423,1 bilhões
  • Paraná - R$ 421,3 bilhões
  • Santa Catarina - R$ 277,1 bilhões

Serviços e comércio crescem participação na economia catarinense

A participação dos serviços e comércio no PIB catarinense cresceu consideravelmente nos últimos anos. Em 2002, o setor representava 58,6% em 2017 passou a responder por 66,9% do PIB. Na área de serviços as maiores participações são transportes e serviços auxiliares (35,3%), serviços profissionais, administrativos e complementares (21,2%) e serviços de informação e comunicação (21,1%). Já no comércio as maiores participações são o atacado (48%) e o varejo (40,8%).

"Houve esse crescimento bastante acentuado do setor nos últimos anos de qause 10% em participação, que é uma tendência que se observa no Brasil como um todo, de aumento do setor terciário. A economia bem diversificada do Estado se expressa também no comércio e no serviço, com distribuição ampla nos grupos desses setores", diz o economista da Fecomércio/SC, Leonardo Régis.

Já a indústria corresponde a 27% do PIB estadual, com especial destaque para a indústria da transformação, qua abrange a maior parte das atividades do setor.

"Santa Catarina é um dos Estados com maior índice de industrialização comparaticamente, só perdemos para a Amazônia por conta da zona franca de Manaus. Isso em função da tradição do empreendedor catarinense de atuar na indústria da transformação com agregação de valores", afirma José Eduardo Fiates, diretor de inovação e competitividade da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina).

Entre as maiores contribuições da indústria estão os setores de alimentação, têxtil/confecções, máquinas e equipamentos elétricos e componentes de automotores, além da construção cicil (5%). "Como Santa Catarina tem economia relativamente bem distribuída, temos setores muito fortes em diversos ponto do Estado. Isso traz um benefício social grande, com distribuição mais homogênea", afirma Fiates ao citar que, exatamente por essa distribuição, o maior garfalo hoje é a infraestrutura.

Com 6% de participação no PIB, a agropecuária também é um setor de destaque em Santa Catrina. Em momentos de crise, como este ano, a diversificação da agricultura catarinense ajuda a equilibrar as contas do Estado e a compensar as perdas em outros setores.

"Os municípios que mais contribuem com o PIB, Joinville, Itajaí, Florianópolis, Blumenau e São José, estão na lista das 100 cidades com maiores PIBs do Brasil."

Fonte: ndmais.com.br/economia-sc/; Por: Felipe Alves - Florianópolis.